Trabalhar as emoções na família

As emoções são o pano de fundo comum em cada cenário da nossa vida. São um fio condutor para o bem-estar e satisfação.

Cada vez mais, ajudar os filhos a serem emocionalmente equilibrados, torna-se fator principal para o desenvolvimento de adultos felizes. Crianças emocionalmente inteligentes são fisicamente mais saudáveis e apresentam melhores desempenho escolar. Pessoas emocionalmente competentes, que conhecem e lidam bem com os seus próprios sentimentos, levam em consideração os sentimentos das outras pessoas e levam vantagem em qualquer campo da vida, seja nas relações pessoais como profissionais.

Incluir as emoções e a gestão de emoções numa rotina familiar vai contribuir para um ambiente familiar com mais harmonia e conexão. Juntos podem reconhecer as oscilações emocionais de cada elemento da família e em conjunto escolher quais as emoções que podem proporcionar a descoberta de novos caminhos, novas ações, novos comportamentos que facilitem o bem-estar de todos.

Identificar como está hoje a dinâmica familiar, perceber de que forma é que essa dinâmica afeta o comportamento individual de cada membro da família, identificar as capacidades e habilidades de cada um para fazer as coisas que precisam ser feitas, a partir de um propósito. Se a família não conhecer e respeitar os valores individuais, o sistema familiar fica desequilibrado

Quando conseguimos fazer este movimento familiar, sentimos uma sensação de realização não só como mãe/pai como com a própria vida. Passamos a dar um significado diferente à sensação de pertencer a algo, porque passamos a viver pela união em vez de separação. Passamos a sentir prazer de experimentar emoções agradáveis e que fazem sentir bem, pois a cada vivemos a sensação de resgate, não só da relação com o(s) seu(s) filho(s) como consigo mesma(o).

Um filho que acredita que os seus pais não se importa com ele, vai agir e criar situações para validar que essa crença é verdadeira e fará tudo para desafiar os pais e colocar o amor deles à prova. Enquanto tiver essa crença, sentirá que não pertence ali.

Sentimos que pertencemos quando cada elemento se torna livre para ser quem é e é aceite como é. Sentimos que pertencemos quando as imperfeições são a ponte para a evolução e não para conflitos e discórdias.

É a família que se preocupa com a construção de um legado, que nada mais é do que a memória que deixaremos no universo. E agora desafio-te a pensar sobre o ti sobre a tua família. Já descobriste qual é o legado que gostarias de deixar?

Com amor,

Alexandra Leal dos Santos – Neurocoach das emoções e terapeuta comportamental

Artigo publicado na edição de Junho do jornal “O Figueirense”

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